O que checar antes de comprar
- Selo do Inmetro. Brinquedos têm certificação obrigatória no Brasil. A ausência do selo é sinal de produto irregular, sem garantia de teste de toxicidade, de peças e de resistência.
- Faixa etária da embalagem. Não é sugestão comercial: ela reflete o teste de segurança do produto. "Não recomendado para menores de 3 anos" quase sempre significa peça pequena que cabe na boca.
- Peças pequenas. Até os 3 anos, tudo o que passa por um tubo do diâmetro de um rolo de papel higiênico é risco de engasgo. Vale para peças, olhos colados, ímãs e pilhas-botão.
- Pilhas e ímãs. O compartimento de pilhas deve ser fechado com parafuso. Pilha-botão e ímã pequeno engolidos são emergência médica, não "espera passar".
- Cordões e fitas. Cordas com mais de vinte centímetros em brinquedo de berço ou de bebê são risco de estrangulamento.
- Barulho. Brinquedo muito alto encostado no ouvido incomoda a criança e a casa inteira. Teste o volume antes de embrulhar.
Ideias por faixa etária
0 a 2 anos. Nessa idade o presente é sensorial: móbile, chocalho grande, livro de banho ou de pano, bola macia, blocos de encaixe grandes, brinquedo de empurrar para quem já anda. Evite pelúcia com peças costuradas frouxas.
3 a 5 anos. Começa o faz de conta. Funcionam bem: massinha, kit de cozinha ou ferramentas, fantoches, quebra-cabeça de poucas peças grandes, triciclo, giz de cera lavável e livros ilustrados com histórias curtas.
6 a 9 anos. Fase da regra e da coleção. Jogos de tabuleiro e de cartas, kits de montar, bicicleta, patins com equipamento de proteção, material de desenho, primeiros livros de capítulos, kit de ciências ou de mágica.
10 a 12 anos. Interesses já bem definidos. Bola do esporte que a criança pratica, instrumento musical de entrada, jogos de estratégia, livros de série, material de artesanato, skate com capacete, kit de robótica simples.
Adolescentes. Aqui o acerto está em ouvir antes. Costumam funcionar: fone de ouvido, mochila, itens do hobby específico (fotografia, música, esporte, desenho), livros e ingresso para algo que ele queira ver. Presente genérico nessa idade vira gaveta.
Presentes que não são brinquedo
Nem todo bom presente cabe em caixa. Um dia de passeio escolhido pela criança — parque, praia, cinema, zoológico, trilha, museu — costuma render mais conversa depois do que o brinquedo mais caro da lista. Outras opções que funcionam: uma aula experimental do que a criança tem curiosidade de fazer, um livro escolhido junto na livraria, uma matrícula em algo que ela pediu, um álbum de fotos impresso, uma horta em vaso montada a dois, ou o clássico "vale" escrito à mão para uma tarde inteira de atenção exclusiva.
Duas dicas práticas de quem já errou: combine com os outros adultos para não chegarem três presentes iguais, e prefira um presente bem escolhido a cinco medianos. Criança pequena costuma brincar com a caixa mesmo.
A data cai em 12 de outubro, feriado nacional por ser o dia de Nossa Senhora Aparecida — o que dá tempo de sobra para a brincadeira. Veja a história da comemoração em Dia das Crianças, o que fazer no dia em brincadeiras para o Dia das Crianças e mensagens prontas em frases de Dia das Crianças. Para a escola, há um roteiro em atividades na escola, e mais utilidades do mês em curiosidades de outubro.