Fantasias de Halloween

Ideias por idade e por grau de dificuldade — inclusive as que se resolvem com o que já está no armário.

Resposta rápida: as fantasias de Halloween mais fáceis são as que partem de uma peça preta que você já tem: com um chapéu vira bruxa, com orelhas de papel vira gato, com uma capa vira vampiro. Para crianças pequenas, prefira fantasia sem máscara, leve e fresca — 31 de outubro é primavera no Brasil e faz calor. Fantasias de folclore brasileiro (Saci, Curupira, Iara, Boitatá) são a alternativa mais original.

Fáceis: resolvidas em meia hora

  • Bruxa. Roupa preta, chapéu de cone em cartolina e uma vassoura. É a fantasia mais rápida que existe e funciona em qualquer idade.
  • Gato preto. Roupa preta, orelhas de papel presas numa tiara e rabo de meia enrolada. Três traços de lápis em cada bochecha e está pronto.
  • Fantasma clássico. Lençol branco velho com dois furos. Vale o aviso: só serve para crianças que enxerguem bem através dele — corte os buracos grandes e teste antes de sair.
  • Vampiro. Camisa branca, calça escura, capa feita de tecido preto ou de capa de chuva velha, e cabelo penteado para trás.
  • Múmia. Roupa clara enrolada em tiras de lençol branco velho ou atadura. Enrole por cima da roupa, nunca direto no corpo, para poder tirar rápido se apertar.

Por faixa etária

Até 3 anos. Nada de máscara, capuz apertado, corda no pescoço, tinta no rosto ou peça pequena que se destaque. Um macacão da cor certa com orelhas costuradas na touca resolve: abelha, joaninha, abóbora, morcego. Conforto ganha de efeito visual.

4 a 9 anos. Idade em que a criança quer ser um personagem específico. Aqui cabe negociar: personagem escolhido por ela, execução simplificada por você. Fantasias com capa, tiara, chapéu e maquiagem leve funcionam bem; fantasias com peso, calor ou visão reduzida são abandonadas no meio da festa.

10 a 14 anos. Começa o gosto pelo susto e pelo detalhe. É a faixa que curte maquiagem elaborada, sangue falso e fantasias "de conceito" — espantalho, esqueleto pintado, boneco de porcelana rachado. Combine antes qual é o limite da escola ou da festa.

Adultos. O melhor custo-benefício continua sendo a fantasia de silhueta: um item forte e reconhecível (chapéu, capa, jaleco, máscara de teatro) sobre roupa comum.

Cuidados que evitam estragar a noite

  • Máscara. É a maior causa de tropeço e de choro em festa infantil. Prefira maquiagem ou meia máscara que deixe a visão periférica livre; se usar máscara inteira, alargue os furos dos olhos.
  • Tinta facial. Use produto próprio para pele, de preferência hipoalergênico, e faça teste no antebraço no dia anterior — reação alérgica costuma aparecer em algumas horas. Nunca use tinta guache, caneta permanente ou tinta de parede no rosto. Remova antes de dormir.
  • Calor. Fim de outubro no Brasil é primavera quente. Fantasia de pelúcia, capuz fechado ou várias camadas viram tortura em uma hora. Escolha tecido leve e leve água.
  • Circulação e visibilidade. Roupa toda preta em rua à noite não é vista por motoristas — cole fita refletiva ou dê uma lanterna para a criança. Bainha comprida demais faz tropeçar; ajuste antes.
  • Acessórios. Espada, foice e varinha devem ser de material flexível, sem ponta rígida.

A opção brasileira

Como 31 de outubro também é o Dia do Saci, o folclore nacional rende fantasias criativas e fáceis: Saci (gorro vermelho, camisa e calça curta, cachimbo de papel), Curupira (cabelo vermelho e pés "virados" desenhados no calçado), Iara (verde e azul com cabelo solto), Boitatá (tons de fogo com fitas laranja e amarelas) e Cuca (avental e máscara de jacaré em papel machê). Muitas escolas preferem essa linha à do Halloween importado — veja como isso aparece nas atividades escolares do mês.

Complete a noite com a decoração, os filmes de Halloween e a página do Dia das Bruxas. Mais ideias do mês em curiosidades de outubro.